Professor de Jiu-Jitsu é preso suspeito de aliciar e perseguir alunas no Amazonas

Um professor de jiu-jitsu, identificado como José Carlos Menez Correa Júnior, de 31 anos, conhecido como “Júnior Pionga”, foi preso sob suspeita de aliciar e perseguir alunas em Novo Airão, no interior do Amazonas.

De acordo com a Polícia Civil do Amazonas (PC-AM), as investigações começaram após uma mulher integrante de um projeto social de jiu-jitsu denunciar que o professor enviava mensagens de cunho sexual para as vítimas e as ameaçava. Entre as vítimas, está uma adolescente de 13 anos, a quem ele pedia fotos íntimas.

Durante as investigações, a polícia descobriu que o suspeito já responde a dois processos por estupro de vulnerável, ocorridos em 2023, envolvendo vítimas de 11 e 13 anos. Os depoimentos das vítimas revelaram que o professor não apenas enviou mensagens inadequadas, mas também tocou inadequadamente uma das adolescentes durante os treinos.

Intimidação e ameaças

O delegado Rodrigo Monfroni, da PC-AM, destacou que o suspeito utilizava métodos de intimidação para silenciar as vítimas. Ele forçava alunos e até pais de alunos a praticar bullying contra quem se opusesse a suas ações. Além disso, duas professoras do projeto terminaram demitidas após prestarem depoimento na delegacia.

Ligação com facção criminosa

As investigações também revelaram que o professor contava com a ajuda de integrantes de uma facção criminosa para ameaçar e agredir quem o confrontasse. Em um dos casos, a mãe de uma aluna que prestou queixa contra ele acabou agredida com dois socos nas costelas por dois homens armados.

Além disso, os criminosos deixaram claro que, se algo acontecesse a “Júnior Pionga”, iriam penalizar ela. Dez dias após a ameaça, agrediram o irmão de 17 anos da vítima em via pública como forma de retaliação.

Durante o interrogatório, o professor alegou que as acusações eram parte de uma tentativa de tirar o projeto de jiu-jitsu dele. Ele afirmou que, para proteger o projeto, perseguia e intimidava as vítimas que se opunham a ele. No entanto, as evidências coletadas pela polícia contradizem suas alegações.

Crimes

José Carlos Menez Correa Júnior responderá pelos crimes de perseguição majorada contra crianças e adolescentes, coação no curso do processo e constrangimento ilegal com uso de arma de fogo. Os comparsas do professor também foram identificados, e há mandados de prisão contra eles.

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