Justiça implacável contra estuprador de família: 100 anos

A Justiça de Mato Grosso do Sul aplicou uma das penas mais severas da história recente do estado ao condenar um homem a 100 anos, 11 meses e 20 dias de prisão em regime fechado por uma série de crimes brutais cometidos contra sua própria família. O caso aconteceu em Ribas do Rio Pardo (MS) e choca pela violência e perversidade dos atos praticados pelo réu, que não teve sua identidade divulgada.

De acordo com o Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), o condenado violentou e ameaçou quatro mulheres da mesma família: sua esposa, suas próprias filhas, sua enteada e sua cunhada, que possui deficiência intelectual. Os abusos foram denunciados formalmente apenas em 2022, mas segundo a esposa do agressor, os crimes ocorriam desde 2007.

A enteada revelou que, além de ser vítima de estupro de vulnerável, foi ameaçada repetidamente pelo padrasto e chegou a engravidar em decorrência dos abusos. O criminoso também estuprou suas próprias filhas, sendo que uma das agressões começou quando a vítima tinha apenas 4 anos de idade. Para manter as vítimas em silêncio, ele impunha um regime de terror dentro da casa, recorrendo a ameaças e agressões constantes.

Diante da brutalidade do caso, o MPMS denunciou o agressor e, em primeira instância, ele foi condenado a 102 anos, 3 meses e 13 dias de reclusão, além de 5 meses e 18 dias de detenção. No entanto, a defesa recorreu, pedindo a absolvição e redução da pena. O Tribunal de Justiça do estado analisou o caso e decidiu reformar a sentença de primeiro grau, reduzindo a pena para 100 anos, 11 meses e 20 dias de prisão em regime fechado.

A decisão reafirma o compromisso da Justiça com a punição severa de crimes hediondos, garantindo que indivíduos que destroem vidas com tamanha brutalidade sejam afastados da sociedade. O caso também reforça a importância da denúncia e do suporte às vítimas de violência doméstica e sexual, muitas das quais sofrem por anos sob o domínio do medo.

O julgamento desse criminoso é um marco no combate à violência contra a mulher e à impunidade de agressores que acreditam que poderão escapar da Justiça. A pena, que praticamente equivale a uma prisão perpétua no Brasil, é um recado claro: a barbárie não será tolerada.

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