Procuradora-geral do governo Trump busca pena de morte para Luigi Mangione

O governo dos Estados Unidos vai buscar a pena de morte para Luigi Mangione, acusado de assassinar o CEO da UnitedHealthcare, Brian Thompson, em um atentado ocorrido em dezembro de 2024, em Nova York.

A informação foi confirmada pela procuradora-geral dos Estados Unidos, Pam Bondi, nesta terça-feira (1º). Uma das acusações federais contra ele, relacionada ao uso de arma de fogo em homicídio, o torna elegível para a execução caso seja condenado.

O comunicado oficial descreveu o crime cometido por Luigi Mangione como um “ato de violência política”, destacando que o ataque envolveu planejamento minucioso e premeditação. Além disso, o assassinato foi cometido em público, colocando em risco a vida de outras pessoas presentes.

“O assassinato de Brian Thompson por Mangione — um homem inocente e pai de duas crianças pequenas — foi um assassinato premeditado e a sangue frio que chocou a América”, disse Bondi em um comunicado. “Após cuidadosa consideração, orientei promotores federais a buscarem pena de morte neste caso, enquanto executamos a agenda do presidente Trump para impedir crimes violentos e tornar a América segura novamente”.

A decisão de Bondi está alinhada a um memorando assinado por ela em seu primeiro dia no cargo, que restabeleceu a aplicação da pena de morte federal nos Estados Unidos e encerrou a moratória sobre execuções federais.

Entenda o caso

Brian Thompson, de 50 anos, foi morto com um tiro no peito enquanto caminhava em Midtown Manhattan, Nova York, no dia 4 de dezembro de 2024.

Apesar de ter sido socorrido e levado em estado crítico para o hospital, ele não resistiu aos ferimentos. O assassino fugiu a pé pela Sexta Avenida, pegou uma bicicleta e pedalou até o Central Park.

Seis dias depois, após a divulgação de imagens do suspeito, Luigi Mangione, de 26 anos, foi localizado pela polícia em um restaurante McDonald’s na cidade de Altoona, na Pensilvânia.

Com ele, os agentes encontraram um revólver, um silenciador e uma identidade falsa, além de roupas compatíveis com as usadas pelo criminoso no dia do ataque.

Mangione se declarou inocente das acusações de assassinato e terrorismo em um tribunal estadual de Nova York.

O apoio a Luigi Mangione

O caso gerou repercussão nacional, levando à criação de campanhas de arrecadação online para custear a defesa de Mangione. As iniciativas também foram palco de mensagens de apoio e até celebrações pelo crime, enquanto sites começaram a vender itens como bonés com a frase “caçador de CEO”.

Muitos simpatizantes de Mangione expressam insatisfação com o sistema de saúde americano, que frequentemente nega tratamentos e reembolsos a pacientes dependendo da cobertura contratada.

Dados da Reuters indicam que os americanos gastam mais com saúde do que qualquer outro país, incluindo custos com seguros, medicamentos e serviços hospitalares.

Amigos de Luigi Mangione relataram que ele sofria de dores crônicas nas costas que afetavam sua qualidade de vida. A polícia, porém, não confirmou se a condição de saúde teve influência no assassinato do CEO.

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