BELÉM – Avô é preso por estuprar neta autista de 10 anos

Em mais um caso revoltante, a Polícia Civil, por meio da equipe da Delegacia Especializada no Atendimento à Criança e ao Adolescente (Deaca) da Santa Casa, cumpriu, nesta quarta-feira (2), uma determinação da Justiça do Estado com um mandado de prisão preventiva contra um idoso de 62 anos. Ele é acusado do crime de estupro de vulnerável contra a própria neta, uma menina de 10 anos com Transtorno do Espectro Autista (TEA), que sofria abusos desde os 6 anos, conforme apurado pela investigação da Polícia Civil. A denúncia partiu da mãe da criança, que tomou conhecimento da situação após a vítima relatar os abusos a uma amiga da família.

Segundo nota da Polícia Civil, durante a escuta especializada – um procedimento adotado para proteger a integridade psicológica da vítima –, a criança descreveu com detalhes os abusos que sofreu. Com base nas evidências coletadas, a Polícia Civil requereu a prisão preventiva do acusado ao Juízo da Vara de Inquéritos e Medidas Cautelares de Belém, medida que foi prontamente atendida. Além disso, foram concedidas medidas protetivas de urgência para garantir a segurança da vítima.

Esse caso é mais um exemplo estarrecedor de violência que choca pela crueldade e pela traição da confiança familiar. O acusado, um avô de 62 anos, que deveria ser uma figura de proteção, afeto e amor, especialmente para uma criança com autismo – uma condição que muitas vezes a torna mais vulnerável e dependente de cuidados –, optou por praticar atos de extrema perversidade.

É inadmissível que alguém em uma posição de responsabilidade e proximidade afetiva abuse de uma criança, explorando sua fragilidade e violando sua inocência de maneira tão vil.

Abusos e trauma

A situação se agrava ainda mais pelo fato de a vítima ser uma criança autista, o que pode dificultar a comunicação e a autodefesa, tornando-a um alvo ainda mais fácil para predadores. O papel de um avô deveria ser o de oferecer suporte e segurança, mas, nesse caso, ele se transformou em fonte de trauma e sofrimento por anos.

A coragem da menina em relatar os abusos, mesmo que indiretamente por meio de uma amiga da família, e a ação da mãe em buscar justiça são pontos que merecem reconhecimento, pois expõem a gravidade do problema e impedem que o silêncio perpetue a violência.

Casos como esse reforçam a necessidade de uma sociedade mais vigilante e de um sistema judicial que atue com rapidez e rigor. A prisão preventiva e as medidas protetivas são passos importantes, mas é fundamental que haja também um acompanhamento psicológico contínuo para a vítima, para que ela possa, dentro do possível, superar as sequelas deixadas por tamanha barbaridade.

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