‘Ainda Estou Aqui’: com quase 40 prêmios, produção Globoplay aumenta lista de filmes brasileiros que conquistaram o mundo


Os números da bilheteria também estão sendo considerados uma vitória para o filme. No Brasil, mais de 5 milhões de espectadores já formam aos cinemas. Ainda Estou Aqui já conquistou 38 prêmios
“Ainda Estou Aqui” tem três indicações ao Oscar e já chega premiadíssimo a essa disputa.
A trajetória já é de muito sucesso. “Ainda Estou Aqui” recebeu 38 prêmios no Brasil e no exterior desde a estreia mundial no Festival de Veneza, em 2024. Uma das produtoras do longa, Maria Carlota Bruno, diz que foi já no festival italiano que a equipe sentiu que o filme tinha mesmo algo de especial. A produção ganhou o prêmio de melhor roteiro e emocionou o público.
“Ele teve 10 minutos de aplauso, né? Você vê de fato que as pessoas estão tocadas pela história. Porque é uma história de uma família que poderia ser a minha família, a sua família, poderia ter acontecido com qualquer família”, diz Maria Carlota Bruno, produtora de “Ainda Estou Aqui”.
De lá para cá, o filme conquistou prêmios inéditos, como o Goya – o principal do cinema espanhol – e o Globo de Ouro de melhor atriz para Fernanda Torres.
Os números da bilheteria também estão sendo considerados uma vitória para “Ainda Estou Aqui”. No Brasil, mais de 5 milhões de espectadores já foram aos cinemas. E o filme está na lista dos mais assistidos em vários países. Salas lotadas nos Estados Unidos, Reino Unido, Canadá, França, Itália. O filme “Ainda Estou Aqui” já foi exibido em 17 países e tem estreia marcada para vários outros, como Alemanha.
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O cinema brasileiro já brilhou lá fora muitas vezes. Uma história que começou há mais de 70 anos. O “Cangaceiro” foi o primeiro a conquistar o mundo, em 1953. Levou 17 prêmios, dois no Festival de Cannes: melhor trilha sonora e melhor filme de aventura – uma categoria que não existe mais.
Em 1962, “O Pagador de Promessas” ganhou 36 premiações. A principal foi a Palma de Ouro de melhor filme em Cannes, a única do Brasil até hoje. Glauber Rocha levou a melhor direção de Cannes com “O Dragão da Maldade Contra o Santo Guerreiro”, filme que conquistou oito premiações. “Eles Não Usam Black-Tie” foi premiado nos festivais de Havana, Nantes e Veneza – 20 troféus. “Central do Brasil” venceu 24 disputas e quase deu o Oscar a Fernanda Montenegro. “Tropa de Elite” teve três vitórias, destaque para o Urso de Ouro de melhor filme em Berlim. E “Cidade de Deus” ganhou 51 prêmios, incluindo o Bafta de melhor montagem, e ainda teve quatro indicações ao Oscar.
A trajetória já é de muito sucesso. “Ainda Estou Aqui” recebeu 38 prêmios no Brasil e no exterior desde a estreia mundial
Jornal Nacional/ Reprodução
O presidente do conselho da Cinemateca Brasileira diz que o reconhecimento de “Ainda Estou Aqui” já é uma grande conquista:
“É um fato extraordinário, e a campanha ganha essa dimensão muito pela qualidade do filme e muito pelo talento e pela personalidade da Fernanda Torres”, afirma Carlos Augusto Calil, presidente do conselho da Cinemateca e professor de cinema da USP.
Fernanda Torres já surpreendeu uma vez. Em 1986 foi eleita melhor atriz no Festival de Cannes por “Eu Sei Que Vou Te Amar”. Tinha 19 anos. A atriz Sandra Corveloni ganhou o mesmo prêmio em 2008, pelo filme “Linha de Passe”, dirigido por Walter Salles e Daniela Thomas, que são diretor e produtora de “Ainda Estou Aqui”.
“Foi uma grande surpresa, na verdade. Para mim e para todo mundo. No caso de ‘Ainda Estou Aqui’, a gente está todo mundo na torcida, porque ela já está lá”, diz a atriz Sandra Corveloni.
Mas claro que os brasileiros querem mais.
“Isso é muito bonito de sentir que o brasileiro está torcendo, está orgulhoso do cinema nacional. Chegar até aqui já é muito vitorioso para o filme”, afirma a produtora Maria Carlota Bruno.
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