Carnaval e saúde sexual: infectologista explica como curtir a festa com segurança e evitar ISTs

Durante o Carnaval, as aglomerações e a proximidade entre foliões aumentam o risco de transmissão de doenças. O infectologista Nelson Barbosa destacou a importância de cuidados preventivos para evitar Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs) durante a folia, em entrevista à Rádio Norte FM.

Nelson Barbosa alertou sobre as principais ISTs que podem ser transmitidas no Carnaval, incluindo:

  • Gonorreia (uretrite gonocócica), conhecida popularmente como “esquentamento”
  • Clamídia
  • Sífilis
  • HIV
  • HPV (vírus do papiloma humano)
  • Herpes genital
  • Cancro mole

O infectologista ressaltou que, embora muitas dessas doenças tenham tratamento e cura, o HIV permanece sem cura definitiva, destacando a importância da prevenção.

Prodissional de saúde. – Foto: Pexels

Sexo seguro

Segundo Barbosa, é essencial praticar o sexo seguro durante o Carnaval, utilizando camisinha em todas as relações sexuais. Ele enfatizou que o preservativo não apenas previne ISTs, mas também gravidezes indesejadas.

Barbosa alertou que, ao não utilizar camisinha, a pessoa não só se expõe ao risco de contração de doenças, como também pode lidar com consequências inesperadas, como uma gravidez não planejada.

Programas de prevenção e cuidados

O infectologista destacou a importância dos programas PEP e PrEP, oferecidos em unidades básicas de saúde:

  • PrEP (Profilaxia Pré-Exposição): Indicado para pessoas que têm risco contínuo de exposição ao HIV, como profissionais do sexo e indivíduos em relacionamentos sorodiferentes.
  • PEP (Profilaxia Pós-Exposição): Utilizado em situações de exposição acidental ao HIV, como relação sexual desprotegida. Barbosa explicou que, após a relação de risco, a pessoa deve procurar uma unidade de saúde para iniciar o tratamento, idealmente em até 72 horas após a exposição.

Embora os programas ofereçam uma eficácia superior a 95%, Barbosa reforçou que o uso da camisinha ainda é a forma mais segura de prevenção.

O que fazer em caso de exposição?

Barbosa orientou que, caso alguém suspeite de exposição a uma IST durante o Carnaval, deve procurar imediatamente uma unidade básica de saúde.

Os profissionais da rede pública estão capacitados para realizar testes de sorologia e fornecer o tratamento adequado, inclusive para o HIV.

Ele destacou que, atualmente, o tratamento do HIV avançou significativamente, permitindo o controle da doença com um ou dois comprimidos diários, o que melhora a qualidade de vida dos pacientes.

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