Guerra dos chips: China deve liderar investimentos em 2025

A China é, atualmente, o maior consumidor de chips semicondutores do mundo. Nos últimos anos, as empresas do país vêm expandindo a capacidade de produção para atender a esta demanda crescente, especialmente em função das sanções impostas pelos Estados Unidos.

Em meio a este cenário, o governo chinês tem investido pesado para diminuir a dependência de produtos importados. E as projeções divulgadas pela SEMI, que atua no setor, indicam que estes gastos devem aumentar ainda mais neste ano.

Investimentos estão sendo impulsionados pela IA

De acordo com o relatório, a previsão de gastos com fábricas e os investimentos chineses em equipamentos aumentarão 2% este ano, chegando aos US$ 110 bilhões (cerca de R$ 630 bilhões). Este será o sexto ano consecutivo de crescimento, impulsionado pelo boom da inteligência artificial.

China chips
China tenta aumentar a capacidade de produção doméstica de chips (Imagem: William Potter/Shutterstock)

E a China deve continuar a investir mais na fabricação de chips do que qualquer outro país do mundo neste ano, sendo seguida por Taiwan e Coreia do Sul. A ASML, maior fabricante chinesa de equipamentos do ramo, por exemplo, prevê vendas de quase US$ 40 bilhões.

Este resultado significaria uma participação de mercado da gigante chinesa de mais de 25% em seu subsetor, a litografia, onde já possui uma posição dominante. As projeções ainda indicam um aumento dos investimentos para 2026. As informações são da Reuters.

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Montagem sobre Guerra dos Chips com bandeiras da China e dos Estados Unidos
EUA querem impedir acesso da China aos semicondutores (Imagem: Quality Stock Arts/Shutterstock)

Disputa pela hegemonia tecnológica mundial

  • Além de fomentar a produção nacional de chips e o desenvolvimento da inteligência artificial, o governo dos Estados Unidos tenta impedir o acesso da China aos produtos.
  • O movimento tem sido chamado de “guerra dos chips“.
  • Pequim foi impedida não apenas de importar os chips mais avançados, mas também de adquirir os insumos para desenvolver seus próprios semicondutores e supercomputadores avançados, e até mesmo dos componentes, tecnologia e software de origem americana que poderiam ser usados para produzir equipamentos de fabricação de semicondutores para, eventualmente, construir suas próprias fábricas para fabricar seus próprios chips.
  • Além disso, cidadãos norte-americanos não podem mais se envolver em qualquer atividade que apoie a produção de semicondutores avançados na China, seja mantendo ou reparando equipamentos em uma fábrica chinesa, oferecendo consultoria ou mesmo autorizando entregas a um fabricante chinês de semicondutores.
  • Por fim, a Casa Branca anunciou recentemente novas regras com o objetivo de impedir que Pequim tenha acesso aos produtos por meio de países terceiros.

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