Pressões fazem Resende pedir pra sair e Helder põe Benassully no lugar dele

Em uma movimentação que agitou os bastidores da segurança pública no Pará, o governador Helder Barbalho acatou o pedido de exoneração do delegado-geral da Polícia Civil, Walter Resende, que deixa o comando da instituição após pouco mais de quatro anos no cargo. Resende, que assumiu a chefia em setembro de 2020, atravessou momentos turbulentos, incluindo uma batalha pessoal contra a Covid-19 durante a pandemia, quando chegou a ser internado em uma UTI em Belém. A exoneração foi publicada na edição de ontem do Diário Oficial.

A experiência, sem dúvida, marcou a trajetória de Resende, mas não foi o suficiente para blindá-lo das pressões internas que vinham crescendo nos últimos meses.

Fontes internas afirmam ao Ver-o-Fato que o delegado enfrentava uma onda de insatisfação dentro da Polícia Civil, com críticas à sua gestão e um clima de descontentamento que, ao que tudo indica, tornou sua permanência insustentável. Sem resistir ao desgaste, Resende optou por pedir o chapéu, abrindo espaço para uma troca no comando.

A decisão, embora a pedido, reflete um cenário de crise latente na instituição, algo que o governo agora terá de administrar com cuidado.

Para o lugar de Resende, Helder Barbalho nomeou o delegado Raimundo Benassuly Maués Júnior, um nome que não chega como novidade no tabuleiro da segurança pública paraense. Benassuly já ocupou o posto de delegado-geral durante o segundo mandato de Simão Jatene (PSDB), trazendo consigo a bagagem de quem conhece os corredores da Polícia Civil.

Mais recentemente, ele vinha atuando como delegado-geral adjunto, sendo o braço direito de Resende — o que levanta a questão: será ele capaz de apagar os focos de incêndio que seu antecessor deixou para trás, ou apenas herdará os mesmos problemas?

A troca, por ora, parece uma tentativa de renovação com um toque de continuidade. Resta saber se Benassuly conseguirá pacificar a instituição e trazer estabilidade a uma Polícia Civil que, nos últimos tempos, tem sido palco de mais tensões internas do que manchetes de sucesso.

O governador, enquanto isso, segue jogando suas fichas na experiência do novo comandante para virar essa página.

DECRETO DE EXONERAÇÃO/NOMEAÇÃO

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