
As altas tarifas impostas pelo governo dos Estados Unidos, liderado por Donald Trump, a produtos de países como China e Japão podem abrir novas oportunidades para a Zona Franca de Manaus (ZFM).
A análise foi feita por Serafim Corrêa, secretário estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação (Sedecti), em entrevista à Rede Amazônica nesta segunda-feira (7).

Conforme Corrêa, enquanto os produtos asiáticos sofrem tarifas de 34% para entrada nos EUA, os itens brasileiros foram taxados em 10% – uma diferença de 24 pontos percentuais que pode ser decisiva para atrair investimentos e ampliar as exportações do Polo Industrial de Manaus (PIM).
Vantagens competitivas para Zona Franca Manaus
O secretário destacou dois principais benefícios para a região:
- Aumento das exportações – Empresas asiáticas já instaladas em Manaus poderão exportar diretamente para os EUA com custos menores do que se enviassem mercadorias de seus países de origem.
- Atração de novas indústrias – Companhias internacionais podem ampliar suas operações ou se instalar na ZFM para driblar as barreiras comerciais americanas, gerando mais empregos e renda no Amazonas.
“Empresas asiáticas que já estão aqui e negociam com os EUA terão mais facilidade para vender a partir de Manaus do que da Ásia. Além disso, podem trazer outras plantas para cá e, daqui, exportar para os Estados Unidos, superando as barreiras tarifárias”, explicou Corrêa.
Perspectivas econômicas
A medida de Trump, inicialmente vista como uma ameaça ao comércio global, pode se transformar em uma janela de oportunidade para a ZFM, consolidando Manaus como um ponto estratégico para empresas que desejam acessar o mercado americano com menor custo.
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