Políticos do PL em Rondônia se manifestam sobre Bolsonaro se tornar réu: ‘perseguição’

PL Rondônia Bolsonaro

Em resposta à decisão de tornar o ex-presidente Jair Bolsonaro réu por tentativa de golpe de estado, políticos do Partido Liberal (PL) de Rondônia, incluindo o senador e presidente do grupo, Marcos Rogério, manifestaram críticas ao julgamento, classificando-o como “perseguição”.

A denúncia, aceita nesta quarta-feira (26) pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que tornou Bolsonaro réu contou com os votos favoráveis dos ministros Alexandre de Moraes, Flávio Dino, Luiz Fux e Cármen Lúcia.

Além do ex-presidente, outras sete figuras ligadas ao governo Bolsonaro também foram denunciadas e responderão na Justiça pelos crimes de organização criminosa armada, dano qualificado pelo emprego de violência e grave ameaça, e deterioração de patrimônio tombado.

Os demais réus no processo são:

  • Augusto Heleno, ex-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI);
  • Paulo Sérgio Nogueira, ex-comandante do Exército e ex-ministro da Defesa;
  • Walter Braga Netto, ex-ministro da Casa Civil e da Defesa;
  • Alexandre Ramagem, ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin);
  • Anderson Torres, ex-ministro da Justiça;
  • Almir Garnier, ex-comandante da Marinha;
  • Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro.

Políticos do PL em Rondônia criticam julgamento de Bolsonaro

O senador Marcos Rogério foi um dos primeiros políticos do PL em Rondônia a se manifestar publicamente sobre o caso.

Em suas redes sociais, ele criticou a decisão do STF, afirmando que a admissibilidade da denúncia é um ato de perseguição.

“Isso não é justiça, isso é perseguição travestida de legalidade. Como confiar num julgamento em que boa parte dos julgadores já pré-julgaram? Já se mostraram parcialíssimos”, declarou o senador.

Em outro trecho de sua declaração, ele citou a anulação da Operação Lava Jato e afirmou que o Brasil estaria “diante de um abismo”.

“Se o que querem é apenas destruir a vida de um homem por conveniência ideológica, então o Brasil está diante de um abismo, e todos nós corremos o risco de sermos empurrados para lá”, afirmou Rogério.

Alegadas falhas processuais

À Agência Senado, Marcos Rogério também levantou questionamentos sobre a condução do processo e defendeu que houve violações ao devido processo legal.

“O que está sendo julgado hoje não é apenas Jair Bolsonaro, é o direito de todo cidadão a se expressar, a discordar, a participar da vida política sem medo de ser punido por pensar diferente do sistema”, afirmou.

O senador argumentou ainda que há “vícios processuais” na ação e que a atuação do Judiciário estaria extrapolando os limites da Constituição.

“Os réus não tiveram acesso integral aos autos, e provas favoráveis foram ignoradas. Isso compromete a legitimidade do processo”, disse Rogério.

Apoio de Bagattoli

Outro senador do PL em Rondônia, Jaime Bagattoli, também se posicionou nas redes sociais, reforçando a narrativa de que Bolsonaro estaria sendo injustamente julgado.

Bagattoli se manifestou em colaboração com o atual presidente do partido no estado, afirmando que a situação seria “um momento sem precedentes na história do Brasil”.

“Esse homem está sendo julgado, talvez condenado, por atos que nem no Brasil estava naquele momento. Gente que foi pega com mais de R$ 50 milhões dentro de um apartamento. Tudo isso foi por água abaixo. Nunca passou pela minha mente que nós íamos viver esse momento que estamos vivendo. Hoje, no Brasil, parece que as coisas mudaram de rumo”, comentou Bagattoli.

Assista as declarações dos políticos:

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