Procuradora de Justiça do Acre é homenageada no Prêmio Bertha Lutz 2025 do Senado

O Senado Federal entregou, nesta quinta-feira (27), o Prêmio Bertha Lutz 2025 a 19 mulheres que se destacaram na defesa dos direitos femininos e das questões de gênero no Brasil. A cerimônia ocorreu no plenário do Senado e reconheceu trajetórias inspiradoras de ativismo e liderança.

Instituído em 2001, o prêmio leva o nome de Bertha Lutz, bióloga, advogada e diplomata paulista que foi referência no movimento feminista brasileiro.

Líder na luta pelo voto feminino e pelos direitos políticos das mulheres, Bertha Lutz também atuou como deputada federal entre 1935 e 1937, até perder o mandato com a implantação do Estado Novo.

A premiação ocorre anualmente em março, em celebração ao Dia Internacional da Mulher.

Reconhecimento a protagonistas femininas no Prêmio Bertha Lutz 2025

A sessão solene foi presidida pela senadora Leila Barros (PDT-DF), que destacou a trajetória de Fernanda Torres e Fernanda Montenegro, mãe e filha homenageadas pela dedicação às artes e à cultura brasileira.

Em nome das premiadas, a juíza Bruna dos Santos Costa Rodrigues ressaltou que, embora a data lembre conquistas femininas, ainda há muitos desafios a serem superados.

“Na pauta de gênero, não existe esquerda ou direita. A pauta é única porque é o direito humano. Todos e todas querem que o Brasil seja reconhecido, não por violar os direitos humanos, como tantas condenações que temos junto às cortes internacionais, mas por ser um país que executa e dialoga para que os direitos humanos, a igualdade das mulheres, o direito de viver, o direito de se vestir como quiser, o direito de ser o que quiser e de não estar a todo tempo pela pecha do machismo e do racismo que são presentes na nossa sociedade”, afirmou a juíza Bruna dos Santos Costa Rodrigues.

Procuradora de Justiça do MPAC homenageada

Entre as homenageadas, Patrícia de Amorim Rêgo, procuradora de Justiça e destaque na promoção da igualdade de gênero, recebeu o Diploma Mulher-Cidadã das mãos de Naluh Gouveia, conselheira do Tribunal de Contas do Estado do Acre.

A indicação foi feita pelo senador Sérgio Petecão (PSD-AC), que reconheceu o trabalho de Patrícia Rêgo à frente de projetos como o Centro de Atendimento à Vítima (CAV) e o Feminicidômetro, ferramenta que monitora casos de feminicídio no Acre.

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Em seu discurso, Patrícia Rêgo agradeceu ao senador pela indicação e destacou que o prêmio simboliza não apenas sua trajetória pessoal, mas também o compromisso coletivo do Ministério Público do Acre (MPAC) na defesa dos direitos humanos e no combate à violência contra a mulher.

“É preciso lembrar e ressaltar que essa comenda não é somente minha, mas, sobretudo de todas as mulheres do Acre, da minha instituição, o Ministério Público, e de todos aqueles que caminham lado a lado na busca de uma sociedade onde mulheres e homens gozem dos mesmos direitos e obrigações, de um Estado, onde as mulheres vivam livres e sem violência de qualquer violência”, disse.

Agraciadas com o Diploma Mulher-Cidadã Bertha Lutz 2025

Nomes Cargo
Ani Heinrich Sanders Produtora rural do Piauí
Antonieta de Barros (in memoriam) Primeira mulher negra eleita deputada no Brasil, por Santa Catarina
Bruna dos Santos Costa Rodrigues Juíza do Tribunal de Justiça do Ceará
Conceição Evaristo Escritora e membro da Academia Mineira de Letras
Cristiane Rodrigues Britto Advogada e ex-ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos
Elaine Borges Monteiro Cassiano Reitora do Instituto Federal de Mato Grosso do Sul
Elisa de Carvalho Pediatra, professora universitária e membro da Academia de Medicina de Brasília
Fernanda Montenegro Atriz e membro da Academia Brasileira de Letras
Fernanda Torres Atriz e escritora
Janete Ana Ribeiro Vaz Empreendedora e cofundadora do Grupo Sabin
Jaqueline Gomes de Jesus Escritora, professora e primeira gestora do sistema de cotas para negros da UnB
Joana Marisa de Barros Médica mastologista da Paraíba
Lúcia Willadino Braga Neurocientista e presidente da Rede Sarah de Hospitais de Reabilitação
Maria Terezinha Nunes Coordenadora da Rede Equidade e ex-coordenadora do Programa Pró-equidade de Gênero e Raça do Senado
Marisa Serrano Ex-senadora
Patrícia de Amorim Rêgo Procuradora de Justiça do Ministério Público do Acre
Tunísia Viana de Carvalho Ativista dos direitos maternos e infantojuvenis
Virgínia Mendes Filantropa e primeira-dama de Mato Grosso
Viviane Senna Presidente do Instituto Ayrton Senna

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