Esquizofrenia: estudo pode abrir caminho para novos tratamentos

A esquizofrenia é um transtorno mental caracterizado pela perda de contato com a realidade, alucinações, delírios e piora da cognição. A causa desta condição, que afeta cerca de 1,6 milhão de pessoas no Brasil, ainda é desconhecida, mas pesquisas sugerem uma combinação de fatores hereditários, com alterações moleculares e funcionais no cérebro.

Agora, um novo trabalho fez uma importante descoberta pode abrir caminhos para o desenvolvimento de tratamentos contra a doença. Pesquisadores detalharam o papel da proteína hnRNP A1 na formação e estabilidade da mielina.

Relação entre a mielina e a esquizofrenia

  • A mielina é uma substância gordurosa que é produzida por células do sistema nervoso central chamadas de oligodendrócitos.
  • Ela forma uma bainha que protege os prolongamentos dos neurônios (axônios) e aumenta a velocidade de condução dos impulsos nervosos que transmitem informações entre as células neurais.
  • A ciência já descobriu que pacientes com esclerose múltipla e esquizofrenia apresentam um processo chamado de desmielinização.
  • Isso nada mais é do que a perda de mielina, o que causa danos nas funções cerebrais.
Causa da esquizofrenia ainda é motivo de estudo (Imagem: Elif Bayraktar/Shutterstock)

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Experimento foi realizado com roedores

Durante o estudo, divulgado no Journal of Neurochemistry, os cientistas investigaram alterações em proteínas essenciais para a produção da mielina em roedores. Os resultados mostraram que a hnRNP A1 age na manutenção da integridade deste processo.

Segundo os pesquisadores responsáveis pelo trabalho, a proteína regula o processamento do RNA mensageiro, ajustando como a molécula é cortada e montada. Além disso, determina quais proteínas serão produzidas e em quais quantidades.

Descoberta pode servir para outras doenças ligadas ao cérebro (Imagem: Komsan Loonprom/Shutterstock)

A equipe identificou que problemas com a proteína causaram a desmielinização a partir da oitava semana. Este processo durou mais cinco semanas, mas acabou sendo interrompido a partir do restabelecimento da bainha de mielina.

Os cientistas agora querem usar estas conclusões para desenvolver novas formas de tratamento contra a esquizofrenia. Estas descobertas também pode ser utilizadas para ajudar pacientes que sofrem com outras doenças neurodegenerativas e transtornos mentais.

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