
Uma adolescente de 17 anos, moradora de Nevada, nos Estados Unidos, foi diagnosticada com uma grave doença pulmonar chamada de “pulmão de pipoca”, associada ao uso prolongado de cigarros eletrônicos.
A jovem Brianne Cullen, que atuava como líder de torcida em sua escola, recebeu o diagnóstico de bronquiolite obliterante, condição irreversível, após três anos utilizando vapes de forma silenciosa.
O caso ganhou destaque ao ser publicado pelo site People.
Brianne teria começado a vaporizar aos 14 anos, durante o período de isolamento da pandemia, como uma tentativa de aliviar os sintomas de ansiedade que enfrentava.
Segundo relatado pela adolescente, na época o uso do cigarro eletrônico parecia ser uma forma de relaxamento e controle emocional.

O que é o “Pulmão de Pipoca”?
A bronquiolite obliterante ficou conhecida nos Estados Unidos como “Popcorn Lung” após trabalhadores de uma fábrica de pipoca desenvolverem a doença ao inalar uma substância chamada diacetil.
Esse composto químico, responsável por conferir sabor artificial de manteiga à pipoca de micro-ondas, provoca inflamações severas nos pulmões quando inalado com frequência.
Embora o diacetil não seja o único fator, especialistas alertam para os riscos do uso contínuo de cigarros eletrônicos, já que muitos líquidos aromatizantes (juices) utilizados nesses dispositivos contêm elementos nocivos como nicotina líquida e tetrahidrocanabinol (THC), substâncias ligadas aos casos de EVALI (Lesão Pulmonar Associada ao Uso de Produtos de Vaping ou Cigarros Eletrônicos).
Sintomas e riscos do EVALI
De acordo com informações do site Healthline e do Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC), os sintomas mais comuns da condição incluem:
- Tosse seca persistente
- Falta de ar
- Respiração acelerada e dificuldade para respirar
O CDC ainda investiga a relação direta entre o uso de vapes e a ocorrência de doenças respiratórias graves, mas os indícios apontam para a combinação tóxica de substâncias inaladas nos dispositivos.

Situação do vape no Brasil
No Brasil, a venda, importação e publicidade de cigarros eletrônicos são proibidas desde 2009. A Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) nº 855/2024, publicada recentemente pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), manteve a proibição com base em estudos que apontam riscos severos à saúde pública.
A medida também reforça a vedação ao uso dos dispositivos eletrônicos para fumar (DEFs) em ambientes fechados de uso coletivo, sejam eles públicos ou privados, além de proibir o armazenamento, transporte e qualquer forma de propaganda.
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